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Quando se fala sobre o swing, sobram dúvidas de como os casais adeptos à prática lidam com ciúme, fidelidade, preconceito e monogamia. Perguntei tudo isso e mais um pouco ao casal Marina e Marcio. A conversa foi tão boa que dividi em duas partes! Mate a sua curiosidade sobre o sexo grupal e os casais no swing, mas não se esqueça de anotar as dicas para pensar e aplicar o assunto na sua relação:

1) Como vocês enxergam a pressão pela monogamia, especialmente a que vemos na televisão, na qual o mocinho e a mocinha são feitos um para o outro, não olham para o lado e tudo mais?

É uma herança da humanidade. Algo que vem passando de geração em geração, um ensinamento familiar no qual o amor se mistura com um monte de coisas, como ciúme, sexo e apego. Isso dificulta a separação entre o que foi passado para você e aquilo que realmente acredita ser mais racional.

Principalmente quando temos uma educação tão deficiente, na qual somos ensinados a aceitar sem questionar e a fazer o que nos mandam, sem mesmo entendermos os porquês.

Por isso, a poligamia não é para todas as pessoas, algumas jamais alcançarão uma racionalidade suficientemente independente para jogar toda a sua base emocional por terra e começar de novo, com novas crenças. A monogamia, nesse caso, é a coisa que os prendem a uma realidade que pode ser infeliz, mas é a única realidade que se sentem pessoas.

2) Quem tomou a iniciativa de abrir a relação e partir para o swing? Foi um processo gradativo ou se jogaram de vez?

Não foi uma proposta unilateral. Os dois acabaram pensando em curtir uma relação aberta ao mesmo tempo. Mas daí a realmente acontecer a primeira troca foram três anos. A gente ia em festas e eventos, deixava que outros nos tocassem, mas não conseguíamos ir além disso. Até que sentamos e chegamos a um acordo: ou entramos no meio de verdade, ou não vai mais. Já tem 10 anos que estamos no meio do sexo grupal.

3) Ainda há preconceito por parte de amigos e de parentes? Como lidam com isso?

Não abrimos para todos sobre praticarmos o swing. A maioria dos parentes e amigos não sabem. Primeiro porque a vida de um casal só diz respeito ao casal. Não vemos ninguém falando para os amigos quantas vezes comeu a esposa ou quais brinquedinhos usaram na noite passada.

Como acreditamos que o swing faz parte da nossa vida íntima, achamos desnecessário comentar, ainda mais com pai, mãe ou sogro. Essas coisas a gente guarda só nós mesmos e para pessoas interessadas no assunto, como alguns parentes e amigos que sabem da nossa relação.

Elas só sabem porque se interessaram pelo ambiente liberal e achamos que a nossa experiência poderia ajudá-los. A questão do preconceito não seria um problema para nós se tivéssemos certeza de que ele (o preconceito) atingiria somente a nós dois.

Mas sabemos que nem todas as pessoas têm a capacidade cognitiva para discernir o casal da família. Tememos que nossos filhos sejam atingidos ou carreguem um problema que não é deles. Enquanto forem pequenos e formos responsáveis por eles, fazemos questão de manter o codinome para preservá-los de gente que não sabe respeitar as diferenças.

Quer saber mais sobre casais no swing?

E aí, o que achou? Ficou com vontade de experimentar ou até se tornar um swinger no futuro? No próximo post, tem a segunda parte da entrevista sobre casais no swing. Não perca!

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